O olhar de uma criança.
Ella nasceu em um berço de ouro. Não por ser rica demais, pois a mimavam tanto que dariam-lhe um se chegasse a pedi-lo. A culpa é dos olhos da criança… Chame-me de clichê, mas não tinha um em sua pequena cidade que não fosse hipnotizado aos olhos daquela criança… As cores de sua pupila refletiam ao céu, sua pele invejava a neve, aos lábios vermelhos carnudos acompanhados de um dourado cabelo enrolado a caracóis. “A culpa é dos olhos da criança…” Diziam. Ella queria ir à Disneylândia, sua mãe mesmo que não pudesse, pagaria o corpo para satisfazê-la. Ella queria um pônei, seu pai atravessava o céu à procura de um. “Professora, desculpe, mas não consegui fazer meu dever de casa” Ella arregalava os olhos, a quase chorar. “Tudo bem, querida”.
Ella enfim, cresceu. Conseguiria o homem que escolhesse; então o mais desejado de sua turma. Mas não funcionou… Tão babaca ele aparentava ser. Descarta Ella! Foi aí que conheceu Pedro. Bastou um olhar. E Pedro a amou com tamanho desejo não antes conhecido por ele próprio tão quanto era capaz de nutrir este sentimento.
Agora as coisas complicam para Ella, surgiu-lhe a dúvida. “Pedro me ama por eu ser como sou, ou por que pedi para amar-me como nenhuma outra amou?” E a angústia que lhe tomou o peito era incalculável. Adeus, Pedro.
Ella poderia ter tudo… Mas a confusão se ingressou quando ela ouviu seu coração dizer que não lhe restava nada, pois não… Não se obriga ninguém a amar. Sua ganância e o sentimento de poder foram sugados pelo devaneio em que mora hoje. Em suas ilusões perdidas. Seu medo. Passava dia, noite, dia, noite… E os vizinhos não sabiam se alguém estava lá, pois as luzes nunca se acendiam. “É uma maldição que me atormenta…” Pensava Ella.
Um antigo jardineiro da vila foi quem primeiramente ouviu a porta da casa de Ella se abrir, automaticamente já iria dizer que cuidava de tudo, ainda gratuito, mas foi quando hesitou um pouco ao vê-la, franziu as sobrancelhas e pensou melhor: “A senhorita… Precisa de algum serviço no jardim?” O curioso, é que Ella estava com uma renda preta aos olhos. Pois decidiu que assim, ninguém iria ser “encantado” ao olhá-la… Um dia, talvez, um cavalheiro tiraria a renda e jogava-a para fora da escuridão em que permanecia agora.
“A culpa é dos olhos da criança…”
Derrota, ou, só um novo tipo de vitória.
Não sei como é desistir. Nunca senti isso na minha pele. Vejo todos desestimulados ao meu redor e não posso dizer que já senti o mesmo. Nunca precisei de um alguém ou de algo para continuar a caminhar. Caminho sozinha com minhas próprias vontades sem depender exclusivamente de nada. Vencer é apenas uma etapa da vida e não um alvo distante nos sonhos. É parte de mim. Chegar ao topo é uma brincadeira, não uma ambição. Quando eu era pequena ninguém gostava de apostar corrida comigo, pois eu sempre vencia. Nenhum garoto gostava de jogar futebol comigo porque eu sempre vencia. Meus amigos não gostavam de trocar figurinhas comigo, pois eu sempre saia na vantagem. Sempre venci. Sempre. E é insípido. Tedioso. Chega até ser medíocre pra mim, o fato de vencer. Eu te venci. Foi tão fácil. Por isso parti para o próximo. Queria um desafio. Queria encontrar alguma coisa que eu não conseguisse. E claro que eu encontrei, porque eu sempre consigo, eu sempre venço. Encontrei tal alguém na rua. Foi tão acidental e tão engraçado. Às vezes vencemos das maneiras mais estúpidas. E ali no meio da rua, encontrando com ele e, sem querer, eu estava vencendo mais uma vez. Encontrei a minha missão impossível. Achando algo que eu nunca iria vencer foi uma vitória para mim. Irônico, não? Passei a amar. Eu estava acostumada a sempre ter o que amava. Sempre ser amada em dobro, quando eu só dava metade.
Mas não dessa vez. Dessa vez eu amei em dobro e não fui amada. Pelo menos não do jeito que eu queria. E sem seu amor, eu me sentia vitoriosa. Sentia que pela primeira vez eu entendia porque todos desistiam. Sentia-me bem em entender, lisonjeada até. Você me ensinou o que eu precisava aprender. Foi no seu amor que eu aprendi a viver. Foi na derrota que eu valorizei a vitória. Nunca te tive, não me fez falta te ter. Talvez no momento em que recebi teu rude “não”, eu quis desaparecer, pela primeira vez desistir, sentindo-me sem rumo. Aprendi que nem uma vida de vitórias resistiu a uma derrota. Aprendi que vencer a cada segundo não é tão intrigante quanto conseguir superar uma derrota. Se levantar depois de uma queda é muito mais vívido do que nunca cair. Os risos sempre vêm depois.
Autumn Beds.
Turn on the music as loud as you can. There’s no better way to be whole. Not for me, not for now. It doesn’t dawned yet. It’s better in this way, darkness is far more confortable than the blinding lights, so, let me stay here, eyes closed, to make the night fall deeply all over me. Let me cover up the sky with these soft dark clouds. Let me make the night last forever, let me hide myself on the shining spark of your star. Then, turn off the lights, to let me sleep. But never turn off the music. It keeps the nightmares away. All of them. Especially the world
Vítimas cruéis do diabo
A menina era o diabo. Como pode ele colocar algo tão bonito em teu lugar? Já na barriga da mãe, o bebê deixou-a doente. A mulher parecia uma parede mofada de tão ruim que seu estado chegou. Quando o bebê nasceu a mãe morreu. O pai chorou, mas viu aquela figura divina (que de nada tinha) e se conformou. Quando mulheres cediam os seios para a menina mamar, ela os triturava nas gengivas até sangrar e ninguém mais queria dar leite àquela criatura bizarra. Ela foi crescendo e não era como as outras crianças. Era isolada, os animais a viam e se afastavam brutalmente. Quebrava tudo que era de valor. A menina que havia sido batizada como Aura, tinha sangue nos olhos. Era fisicamente diferente dos pais. Seus olhos negros, cabelos loiros como o sol e lábios carnudos como ninguém nunca viu, delineados. Para uma criança seu corpo já tinha curvas inimagináveis. O pai começava a pensar que havia algo de estranho, sua menininha tinha malícia, um coração desconhecido. Em toda sua vida nunca viu alguém tão vulgar e com mentiras tão meticulosas. Ela era fria como o gelo que caia de sua janela, vaga como o nevoeiro que deixava a noite pálida. A menina cresceu. Era extremamente linda, de uma beleza estonteante. Seu pai, agora velho, sabia o monstro que havia dentro dela. Ele sempre quis bota-la no convento, mas ninguém a aceitava. A cidade era pequena e os boatos corriam como água. Antes de sua morte fez o padre local prometer que não deixaria a menina ferir mais ninguém. A menina havia adoecido o pai de amargura. Ela o via e resmungava baixinho uma reza em latim. O pai sentia dores no peito e depois que Aura nasceu nunca mais havia tido saúde. Em seus últimos segundos de vida, a menina olhava-o com desprezo e um sorriso irônico. Seus lábios carnudos quase que não se esticavam. Ela continuou matando. Sua função era destruir o coração dos homens. O grande segredo dela não era segredo. Ela sabia que o coração era o objeto de maior glória. As pessoas não sabiam (ou fingiam não saber), que ele era o instrumento do diabo. Era só conquista-lo e você transforma um homem em uma máquina de matar. E era assim que ela espalhava sua destruição. Pois aquilo que deixa o ser humano viver é também aquilo que mata. Sabe a minha opinião? Ela era apenas uma simples mulher. A imaginação das pessoas é fértil demais para acreditar em céu ou inferno. Somos todos vítimas cruéis do coração.
Todo poeta tem
Todo poeta tem
Tem gosto de poesia, tem
Tem medo de agonia, tem
Tem tom de sinfonia, tem
Tem moça todo dia, tem.
Todo poeta pensa
“Sou o rapagão indubitável
Produzo uma canção adaptável
Espiculo a razão impermeável
Possuo um coração indesejável”.
Todo poeta deseja
Expressar amor com sutileza
Viver sem transpor a natureza
Encontrar o receptor da incerteza
Morrer colecionador d’uma tristeza.
O poema assim finda:
Ao som de euforia
E exalando a energia
Que lhe resta todavia,
Um cado de ousadia.
Metalinguagem no paletó
Eu sinto uma falta meio doente (tossindo)
do que eu costumava escrever(-me) em cadernos
e continua sorrindo o tempo, de terno
para minhas letras a lápis, sumindo
[Naquela folha sem pauta
no bolso]
É de terno, mas não arrumado
que anda Cronos, enciumado
por não poder competir com a poesia
que à minha cabeceira nascia
assim meio sem tom de rima
num passado que eu via de cima
(de nós dois na corda bamba)
E os versos que me sumiam à tarde
e que vinham acordar o sono curto
dos meus olhos (insones) de furto
de minha alma que não faz alarde.
[essa aí, quiçá,
que esqueceu
de saber gritar]
Talvez por isso essa minha mania
de se inventar em fazer poesia
usando um colchete e os parênteses
pra disfarçar as olheiras latentes
que não acharam, sozinhas, o verso
que nasceu ali tão só, disperso
[e que eu esqueci
de anotar.
Desembolar-me-ia, se pudesse.
Tenho achado complicado dizer qualquer coisa minha, aí prefiro olhar e dizer os outros “quem”, porque o que haveria eu de dizer sobre o que não me ocorre mais? Às vezes a gente não consegue se dar pros outros porque não tá tendo nem pra se manter de pé. Então, eu te digo, meu bem, que se eu me ausentar de ti, não é por nada, mas antes - e mil vezes mais – porque eu me ausentei de mim. Há tempos tenho tentando me encontrar, mas não sei mais como chamo esse punhado de sentimentos cansados que finge repousar. Só que sentem ainda. Latejam ainda e insistem em não dormir. Deixa eu por esse parágrafo no passado, porque me ocorreu súbita mudança.
Não é pôr-do-sol e nem noite. É aqui mesmo, no meio do dia, naquelas horas que a preguiça cobre a gente feito um edredom e a gente fica mole feito um lençol. Há qualquer coisa grudada no relógio de parede que faz o tempo se esforçar pra mexer os ponteiros. Talvez o calor – de dentro pra fora - que tira a disposição espontânea das badaladas. Ultimamente tenho me rimado n’um ritmo diferente, sem métrica bonita, feito decassílabos, mas irregular como o olhar que eu escondi embaixo do travesseiro.
Acho que entendi a mudança súbita da qual falei mais cedo: Voltei. Voltei tanto que meus copos quebraram e a minha tempestade virou mar e furacão ao mesmo tempo. Só agora eu notei que estava juntando uma camada espessa de poeira sobre a minha caneta. Mas então, me puxei de volta. Voltei àquele estado de palpitação constante, de exaltação e de mim mesma.
As horas ainda tardam, mas estou até aproveitando essa agonia que me enche o estômago de nós. De… nós. Dois? Talvez. Eu nunca fui muito boa com matemática, principalmente quando eu não acho o que contar. Não que seja zero, mas é infinito demais – seja lá o que for – pra eu pensar na possibilidade de me arriscar a dizer. Quantos? Dois. Mas se forem cubo de açúcar fica doce demais. Muito doce pra pouco eu. Então é melhor dividir.
Todo mundo sente falta de ter alguém para contar aqueles segredos mais profundos, que você normalmente guarda só pra você, pra contar alguma coisa empolgante que te aconteceu durante o dia, pra pedir conselhos, pra desabafar, pra compartilhar momentos, os bons e ruins, pra chorar junto, pra rir junto, pra falar besteira, pra fazer planos, pra sonhar junto. Vocês, pra mim, são justamente essas pessoas! A gente se entendeu desde o primeiro momento. Foi amizade a primeira vista HAEUHEAE. Desde o primeiro momento, eu senti que podia confiar em vocês e agora vejo como estava certa.
Eu pude contar com vocês e com a sua ajuda quando precisei. E mesmo sem nem ter que pedir, vocês estavam ali pra mim, por mim. Vocês me entenderam e estiveram comigo, e eu só tenho a agradecer por tudo isso.
Eu sei que sou uma amiga de merda as vezes, desnaturada, e sei que irrito bastante, mas assim, não é tudo que da pra expressar e o meu amor por vocês é uma das coisas que não sei como expressar, é algo que eu guardo dentro de mim. Saibam que NADA do que fazem pra mim passa em branco…apesar de que vocês mais me xingam do que dizem que me amam ): HAHA. Mas enfim, ninguém meche com o que é meu! E vocês são meus, comprei (L) mas se pagarem bem eu vendo UHAEUEA mentira vendo nada não. Amo muito vocês!
Eu nunca sei como começar a escrever coisas bonitas, incrível. Mas faz tempo que eu não te vejo e acho que é sempre bom lembrar o quanto eu te amo e quero ter você sempre por perto. Eu não encontro palavras para demonstrar o bem que você me faz. Apesar de tudo que já passou, o que eu sinto por você se manteve aqui, intocado. É um carinho tão grande, impossível de se medir. Não me abandone mais e nem fique bravo comigo. As coisas realmente mudaram um pouco, mas imagino que para melhor. Quero você aqui do meu lado pra tudo e sempre.
Você sabe que vai poder sempre contar comigo, não importa a consequência que tenha isso. Você sabe que desde o momento em que eu te conheci, eu já sabia que tu ia se tornar uma das pessoas mais incríveis da minha vida. Sabe…é incrível como eu tenho uma facilidade enorme de escrever pra ti, porque você me passa um sentimento de amizade tão verdadeiro, que é impossível não sentir o mesmo e saber descreve-lo. Eu depositei todo meu carinho e confiança em ti. Porque eu sei que tu merece isso mais do que qualquer um aqui. Você é diferente de todas as pessoas que eu conheci, mesmo você me zuando (você tá ligado que você só faz isso porque eu deixo HAHAHA)
Dai as vezes me pergunto onde estão as pessoas como você. Elas andam nos meus sonhos. Porque pessoas maravilhosas assim, é difícil de encontrar. Mas desde que conheci você, esse meu sonho foi realizado. Eu posso estar no pior dia da minha vida, mas sei que tu vai tá lá pra levantar meu astral e fazer eu seguir em frente. Eu sei que um dia eu vou poder retribuir cada milimetro do que você fez por mim. Porque mesmo que não parecendo, você me faz um bem enorme. Como eu já disse, é incrível e eu não me canso de falar isso. Eu nunca deixei de te amar, por nenhum momento, nunca me esquecerei de você, somos um só quando estamos juntos, e isso permanecerá para sempre, porque eu amo você, é isso é verdadeiro. Because days come and go, but my feelings for you are forever. s2

